Estudo das células - Onde estava Deus?


2019
O ANO DO ALINHAMENTO








PROGRAMA DAS CÉLULAS
Buscando alinhamento e gerando unidade

Material de auxílio para o/a líder da célula
1. Oração inicial – período de invocação ao Espírito Santo; O/a líder ora ou pede previamente a um discípulo/a para orar.
2. Louvor – momento de adoração e quebrantamento; Não será necessário um instrumentista, pode-se utilizar um aparelho de cd.
3. Quebra gelo – tornar o clima mais agradável. Pode-se usar uma ilustração ou uma dinâmica; Ambas precisam estar em conformidade com a palavra que será compartilhada.
4. Testemunho – importante para encorajamento de todos/as; Recomenda-se que as pessoas que já são discípulos/as façam esse momento.
5. Palavra – momento de compartilhar a palavra; O líder media e facilita esse compartilhamento.

REFLEXÃO
Tema: Onde estava Deus?
Texto:
“E constrangeram um certo Simão, cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz. E levaram-no ao lugar do Gólgota, que se traduz por lugar da Caveira. E deram-lhe a beber vinho com mirra, mas ele não o tomou. E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sobre elas sortes, para saber o que cada um levaria. E era a hora terceira, e o crucificaram. E por cima dele estava escrita a sua acusação: O REI DOS JUDEUS. E crucificaram com ele dois salteadores, um à sua direita, e outro à esquerda. E cumprindo-se a escritura que diz: E com os malfeitores foi contado. E os que passavam blasfemavam dele, meneando as suas cabeças, e dizendo: Ah! tu que derrubas o templo, e em três dias o edificas, Salva-te a ti mesmo, e desce da cruz. E da mesma maneira também os principais dos sacerdotes, com os escribas, diziam uns para os outros, zombando: Salvou os outros, e não pode salvar-se a si mesmo. O Cristo, o Rei de Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos e acreditemos. Também os que com ele foram crucificados o injuriavam. E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a hora nona. E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Eis que chama por Elias. E um deles correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo-a numa cana, deu-lho a beber, dizendo: Deixai, vejamos se virá Elias tirá-lo. E Jesus, dando um grande brado, expirou. E o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo. E o centurião, que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus. E também ali estavam algumas mulheres, olhando de longe, entre as quais também Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé; As quais também o seguiam, e o serviam, quando estava na Galileia; e muitas outras, que tinham subido com ele a Jerusalém”. Mc. 15. 21-41.

A narrativa apresentada acima, expressa o maior ato de injustiça registrada na história humana, pois ela revela o escárnio vivido por um homem santo que não cometera nenhum ato ilícito, pelo contrário, seus feitos sempre vieram acompanhados de profunda compaixão aos “marginalizados” e desprovidos socialmente; sua conduta revelara o caráter supremo de Deus que é o amor incondicional e mesmo assim, Jesus foi exposto de maneira vergonhosa na cruz, servindo de opróbrio; enquanto muitos meneavam a cabeça, outros o incitava dizendo: “Salva-te a ti mesmo e desce da cruz...” e mesmo que saibamos que esse sofrimento estava no “pacote” da profecia dita pelo profeta Isaías (53. 4-5) é inegável num olhar humano da situação, uma injustiça havia acontecido.

Deus meu, Deus meu, por que me desamparastes?
O momento mais crítico deste cenário de crucificação foi a percepção da “ausência de Deus” sentida por Jesus; Ele clama em alta voz a expressão: Eloí, Eloí, lamá sabactâni, pois no clímax deste ato o Senhor carregava o pecado de toda humanidade.

“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”. II Co. 5. 21.
“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”; Gl. 3. 13.

Neste contexto de “ausência” se faz necessário uma pergunta, onde estava Deus?
Quantas vezes nos fizemos esta pergunta em face de catástrofes ocorridas na história, ou até em circunstancias advindas em nossas vidas pessoais.
·         Onde Deus estava quando aqueles jovens foram assassinados brutalmente na chamada “chacina da Candelária” no dia 23 de julho de 1993? Por que Deus não os livrou desta terrível tragédia?
·         Onde Deus estava no dia 05 de novembro de 2015 quando Mariana (MG) foi devastada pelo rompimento da barragem Samarco, deixando 19 pessoas mortas? Ou até em Brumadinho naquele dia fatídico de 25 de janeiro de 2019, quando várias pessoas foram soterradas pela lama, resultado de outro rompimento de uma barragem em que várias famílias até hoje sofrem por não terem conseguido sequer enterrar seus entes queridos?
Nesse momento alguém pode estar se perguntando: onde Deus estava quando fui estuprada pelo meu tio? Onde Deus estava quando meu filho morreu? Onde Deus estava quando minha mãe foi tirada do meu convívio e a óbito sem explicação? Onde Deus estava quando meu pai foi assassinado? Onde Deus estava quando fui rejeitada/o por meus pais? Onde Deus estava quando perdi o meu emprego?
Quantas perguntas como estas são feitas e sem perceber deixamos implícito o nosso “ódio” a Deus por não entender o porquê Ele não fez nada para impedir tais tragédias?
Uma vez uma mãe perguntou: pastor, onde Deus estava quando meu filho foi morto abruptamente? Fiquei sem resposta por alguns segundos, mas logo a seguir o Espírito Santo veio a mim e me disse: Deus estava no mesmo lugar quando via Seu único Filho sendo massacrado de forma injusta.

Deus está conosco
É loucura entender essas coisas, mas Deus nem sempre interpela a história, pois ela deve seguir seu curso, no entanto Ele nunca nos abandonará no dia da angústia (Sl. 46. 1). Deus estará sempre ao nosso lado, sentindo a nossa dor, enxugando dos nossos olhos toda a lágrima e ainda que alguém se esqueça de nós Ele jamais esquecerá.

“Exultai, ó céus, e alegra-te, ó terra, e vós, montes, estalai com júbilo, porque o Senhor consolou o seu povo, e dos seus aflitos se compadecerá. Porém Sião diz: Já me desamparou o Senhor, e o meu Senhor se esqueceu de mim. Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei; os teus muros estão continuamente diante de mim”. Is. 49. 13-16.

CONCLUSÃO
Não concordo com a ideia de que Deus se ausentou de Filho, mas que Seu Filho sentiu a ausência de Deus, até pelo fato de que o pecado nos distancia do Senhor como dito pelo profeta Isaías (59. 2) e mesmo sabendo que Jesus não cometeu pecado algum, Ele se “tornou pecado” em favor da humanidade (II Co. 5. 21).
Uma das últimas palavras de John Wesley em seu leito de morte foi: “o melhor de tudo é que Deus está conosco”.
Deus estava conosco quando esse mal nos sobreveio e a resposta concreta para isso é que chegamos até aqui, superando aos poucos as feridas deixadas, mas que ainda latejam e esta reflexão tem o objetivo de fazer com que percebamos que Deus esteve lá no nosso passado quando chorávamos e lamentávamos do ocorrido. Seja curado (a) nesta hora!

Reflitam e compartilhem
1.      Você já sentiu ódio de Deus?
2.      Você já se perguntou onde Deus estava quando uma tragédia te alcançou?
3.      Você confia verdadeiramente em Deus?

Oremos juntos: Deus, me perdoe se em algum momento eu senti ódio de Ti, hoje eu percebo que tu estavas lá quando o mal me sobreveio, mas eu creio que estou sendo curado nesta hora pelo poder do Espírito Santo em nome de Jesus Cristo. Amém.

6. A ênfase na visão: Gerando vidas em Cristo e cuidando delas com excelência – muito importante motivar aos discípulos/as que precisam multiplicar novos/as discípulos/as para Jesus;
7. Anúncios – divulgar a agenda da igreja local;
8. Comunhão – um lanche após o término. Traz relacionamento e gera laços.




Pr. Rafael Bernardo
Anotações
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